O presidente de Israel, Isaac Herzog, escolheu Gadi Eisenkot para a missão de formar um novo governo, substituindo o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. A decisão foi anunciada neste sábado (7 de novembro de 2026), após uma rodada de consultas com as legendas que conquistaram assentos no Parlamento israelense.

Ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas e dirigente da legenda centrista Yashar, Eisenkot obteve o respaldo de 67 dos 120 deputados que compõem o legislativo, número que abrange votos de siglas árabes. Em contrapartida, Netanyahu contabilizou 46 recomendações. Com a indicação oficial, o político dispõe de um prazo inicial de 28 dias para articular uma coalizão governamental, havendo ainda a chance de extensão por mais 14 dias.

Mesmo contando com a maioria nas consultas iniciais, o processo de construção da aliança apresenta entraves entre as forças opositoras. O plano de Eisenkot consiste em unir quatro partidos de oposição, totalizando 48 cadeiras, e assegurar o suporte externo de parlamentares árabes para consolidar a governabilidade no plenário.

O principal ponto de conflito envolve Avigdor Liberman, que lidera a legenda ultranacionalista Yisrael Beiteinu e recusa qualquer arranjo que dependa diretamente de siglas árabes. Em vez disso, Liberman propõe conversas com os grupos ultraortodoxos Shas e UTJ, apesar das discussões pendentes a respeito da obrigatoriedade do serviço militar para os integrantes desses movimentos.

Para viabilizar a aliança, Eisenkot impôs diretrizes fundamentais, como a definição de Israel como Estado judeu e democrático, a adesão aos princípios da Declaração de Independência, a obrigatoriedade do serviço militar, nacional ou civil, e a classificação formal do Hamas como grupo terrorista. Tais exigências inviabilizam a integração direta de partidos árabes na administração, restando a eles a possibilidade de sustentação externa.

Por sua vez, Netanyahu questionou o desfecho do pleito e reprovou a hipótese de um mandato sustentado por legendas árabes, defendendo uma união nacional integrada pelo seu próprio bloco. A nova composição passará por sua primeira avaliação na próxima terça-feira (10 de novembro), durante a cerimônia de posse do novo Knesset. Caso o indicado não obtenha sucesso na formação da equipe dentro do prazo legal, a prerrogativa poderá retornar a Netanyahu.

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