O Ministério Público do Paraguai iniciou formalmente uma investigação criminal contra o presidente Santiago Peña. O foco das apurações recai sobre suspeitas de irregularidades na gestão de recursos públicos que foram depositados no Ueno Bank, bem como a natureza dos vínculos do mandatário com empresas vinculadas ao referido grupo financeiro.
Para conduzir o processo, foram designados os procuradores Elena Fiore Franco, Silvia González Vöster e Christian Manuel Cáceres, todos integrantes da unidade especializada em crimes econômicos e corrupção. O grupo de trabalho está sob a coordenação da procuradora-adjunta Nancy Salomón Marín. A medida ocorre na sequência de uma denúncia protocolada por parlamentares da oposição, que também deflagram um processo de impeachment contra o chefe do Executivo.
Os pontos centrais da denúncia abrangem alegações de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e administração fraudulenta. Os legisladores solicitam ainda que as autoridades investiguem membros do conselho do Banco Central do Paraguai, além de gestores de órgãos públicos que mantinham fundos depositados no Ueno Bank. Estão na lista de instituições sob escrutínio o Instituto de Previdência Social, as hidrelétricas de Itaipu e Yacyretá, a estatal de energia ANDE, o Ministério da Economia e Finanças, o Fundo Bancário e a entidade previdenciária CAJUBI.
A investigação do Ministério Público deverá esclarecer se houve falhas de fiscalização por parte dos órgãos competentes ou conluio entre autoridades públicas e dirigentes da instituição financeira. Há também a necessidade de verificar se os responsáveis pelos depósitos de verbas públicas foram induzidos a erro por balanços financeiros que, segundo as suspeitas, poderiam conter informações falsas. Uma auditoria completa dos recursos públicos alocados no banco foi solicitada no âmbito da denúncia.
É importante ressaltar que a abertura da investigação pelo Ministério Público não implica, neste momento, em acusação formal ou condenação contra o presidente Santiago Peña. A fase atual é de coleta de elementos e apuração dos fatos para verificar a existência de provas que possam sustentar eventuais acusações criminais futuras.
Origem da informação: G1 — veja a fonte original.


