O papa Leão 14 definiu a América Latina como o destino de sua primeira grande jornada internacional após passar por uma cirurgia para a retirada de um tumor pulmonar. Esta também será a sua estreia na região como pontífice, em uma visita programada para durar 11 dias e abranger dez cidades no Uruguai, na Argentina e no Peru, país onde residiu por vários anos e obteve cidadania. Com essa movimentação, Leão 14 integra a lista de líderes da Igreja Católica que decidiram visitar a região que abriga a maior população católica do planeta.

A tradição de deslocamentos papais para a América Latina começou em 1968, quando Paulo 6° esteve na Colômbia para participar do Congresso Eucarístico Internacional e abrir a Segunda Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano em Bogotá. Naquela época, Paulo 6° tornou-se o primeiro papa a viajar para o exterior na era moderna, embora tenha interrompido essas iniciativas em 1970 devido a questões de saúde, sem retornar ao território latino-americano.

O sucessor que mais acumulou viagens à região foi João Paulo 2°, registrando 18 passagens como pontífice e marcando a história por ser o primeiro líder católico a visitar o Brasil, em junho de 1980. Durante sua liderança, ele percorreu diversos países latino-americanos, abordando crises políticas, conflitos e processos de transição democrática, além de realizar passagens marcantes pela Argentina, Cuba, México, Chile e Uruguai ao longo de duas décadas.

Os papas seguintes também mantiveram presença na região, embora com frequências menores. Bento 16 realizou apenas duas viagens, passando pelo Brasil em 2007 e, posteriormente, por México e Cuba em 2012. Já Francisco, o primeiro pontífice das Américas e nascido na Argentina, iniciou sua agenda regional no Brasil em 2013, passando também por Equador, Bolívia, Paraguai, Cuba, Colômbia, Chile e Peru, embora não tenha retornado à sua terra natal durante seus 12 anos de pontificado.

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