O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a vitória do candidato Lula no segundo turno das eleições presidenciais, após um processo que exigiu a prorrogação do horário de votação em duas horas. A medida foi adotada no domingo após pedidos de diferentes coligações que apontaram dificuldades para o deslocamento dos eleitores em razão de falhas na oferta de transporte público e de impactos causados por eventos climáticos em diversos estados brasileiros.

A controvérsia sobre os horários começou no início da tarde, quando a coligação de Lula solicitou ao TSE a ampliação da votação em três municípios baianos devido à redução na frota de transporte público. Posteriormente, o pedido foi estendido pelo partido a cidades de nove estados. De maneira semelhante, a campanha de Flávio Bolsonaro também requereu a extensão do prazo de votação em municípios de cinco estados, alegando que chuvas intensas provocaram alagamentos, falta de energia e dificuldades logísticas para o eleitorado.

Diante dos desdobramentos e sem uma deliberação imediata do comando do TSE, a campanha petista acionou o Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin deferiu uma medida liminar prorrogando o horário de votação em âmbito nacional por duas horas. No entanto, a decisão gerou desencontros operacionais: enquanto algumas zonas eleitorais já haviam encerrado os trabalhos às 17h e fecharam portões, outras localidades cumpriram a prorrogação orientada posteriormente pela Justiça Eleitoral.

Um levantamento realizado com base nos registros automáticos das urnas eletrônicas indicou que cerca de 35 mil votos foram computados após as 17h. Apesar das complicações logísticas e do debate em torno da decisão judicial de última hora, a vantagem de Lula sobre o adversário ultrapassou a marca de 4 milhões de votos na apuração oficial.

Ao anunciar os resultados consolidados à noite, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, avaliou que o pleito transcorreu em segurança. Segundo o magistrado, as dificuldades atreladas à prorrogação foram superadas com sucesso pela instituição e não comprometeram a integridade e a lisura do processo eleitoral democrático.

Origem da informação: G1 — veja a fonte original.