O presidente de Israel, Isaac Herzog, oficializou a escolha de Gadi Eisenkot, principal adversário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para tentar formar um novo governo no país. A decisão ocorre após o pleito realizado em outubro, que terminou sem que nenhum dos blocos principais conquistasse sozinho a maioria necessária no Parlamento para governar sem alianças adicionais.
Com a oficialização, Eisenkot disporá de um prazo inicial de 28 dias para tentar estruturar uma nova administração. Caso seja necessário, a legislação permite que o chefe de Estado conceda uma prorrogação de até 14 dias. A cerimônia de oficialização e o início formal da contagem do prazo foram programados para ocorrer no horário local.
A escolha de Eisenkot reflete a dinâmica do sistema parlamentarista israelense, no qual o presidente avalia qual liderança possui maiores chances de obter a maioria no Knesset. O bloco de oposição liderado por Eisenkot, do partido Yashar, obteve suporte decisivo após receber o endosso de legendas árabes-israelenses, que registraram votação recorde no pleito. Com essa soma, a oposição alcançou o apoio de 67 parlamentares, superando a marca mínima de 61 cadeiras necessárias para assegurar a maioria entre os 120 assentos do parlamento.
Apesar de contar com o apoio parlamentar externo das legendas árabes para atingir o número exigido, Eisenkot declarou que não pretende incluir tais partidos diretamente na composição de sua coalizão governamental. A articulação com essas siglas marca um ponto delicado no cenário político local, dado que o ex-chefe do Estado-Maior e ex-militar agora tenta viabilizar sua gestão diante das oposições consolidadas do partido Likud, liderado por Benjamin Netanyahu, cuja aliança de direita e religiosa obteve 53 cadeiras.
Gadi Eisenkot, de 66 anos e filho de imigrantes marroquinos, ingressou recentemente na política, em 2022, após uma carreira militar de destaque que incluiu o comando do Estado-Maior e passagens pelo gabinete de guerra após os eventos de outubro de 2023. Durante sua trajetória recente na oposição, ele criticou publicamente a condução da ofensiva militar em Gaza e a atuação de aliados de extrema direita de Netanyahu. A vida pessoal do político também foi marcada por perdas familiares decorrentes do conflito na Faixa de Gaza.
Origem da informação: G1 — veja a fonte original.



