Após registrarem uma queda acentuada de 8% na sessão anterior e acumularem três dias de perdas consecutivas, os contratos futuros de petróleo operaram em alta nesta quinta-feira. O movimento é interpretado por analistas como uma correção técnica do mercado, embora os preços da commodity ainda permaneçam em patamares próximos aos níveis mais baixos observados nos últimos dois meses.

A valorização foi observada tanto no petróleo Brent quanto no WTI. Na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres, o Brent para janeiro encerrou o dia com uma alta de 2,72%, cotado a US$ 90,52 o barril. Paralelamente, na Nymex, o petróleo WTI para entrega em dezembro avançou 3,88%, alcançando US$ 98,29 por barril.

O sentimento dos investidores continua sendo pautado pelas implicações da vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. Existe uma expectativa no mercado de que o resultado político possa influenciar os esforços diplomáticos para o encerramento do conflito no Irã, embora especialistas do banco ING classifiquem o cenário como altamente incerto. A instituição financeira pontuou ainda que a velocidade e a magnitude da desvalorização recente do ativo podem ter sido exageradas pelo mercado.

O contexto geopolítico permanece complexo e volátil. Durante a madrugada, a Guarda Revolucionária do Irã relatou incidentes no Estreito de Ormuz, envolvendo o incêndio de dois petroleiros e de um rebocador que tentava prestar auxílio. Tal episódio reforça a percepção de que a pacificação na região ainda é um objetivo distante.

Por fim, a consultoria BOK Financial sugere que a liquidação massiva ocorrida na última quarta-feira superou os fundamentos necessários. A perspectiva é de que um Congresso norte-americano sob controle democrata possa desafiar o financiamento para o conflito. À medida que o fluxo de barris provenientes do Oriente Médio possa sofrer alterações, o Irã enfrenta um momento de desafio em seu poder de barganha, enquanto o mercado busca estabelecer um novo equilíbrio para as cotações internacionais da commodity.

Origem da informação: InfoMoney — veja a fonte original.