O Banco Central do Paraguai deu início ao processo de devolução dos valores depositados pelos clientes do Ueno Bank, instituição que passou por um procedimento de resolução. A restituição é realizada por intermédio do Fundo de Garantía de Depósitos (FGD), mecanismo estruturado para salvaguardar os recursos de correntistas em instituições financeiras que enfrentam instabilidades.
De acordo com as regras do sistema, o fundo assegura o pagamento de até 75 salários mínimos locais por indivíduo e por entidade bancária, montante equivalente a cerca de 228,3 milhões de guaranis ou aproximadamente R$ 200 mil na cotação de referência. A medida protetiva abrange igualmente os estrangeiros que não residem no Paraguai, o que inclui cidadãos brasileiros que mantinham dinheiro na instituição.
Para organizar o fluxo de pagamentos, a autoridade monetária dividiu o processo em etapas. Na fase inicial, a prioridade foi direcionada aos correntistas com saldo de até 10 milhões de guaranis — o equivalente a cerca de R$ 9.000 —, desde que não possuíssem pendências financeiras com o Ueno Bank e já mantivessem vínculo com outra instituição financeira no país. Aqueles que possuem quantias superiores continuam amparados pelo limite máximo de cobertura, mas devem aguardar os próximos avisos do Banco Central.
A modalidade de recebimento varia conforme a situação bancária do cliente. Quem já opera com outro banco ou financeira paraguaia receberá os valores diretamente nessa conta. Para os correntistas que não possuem outro relacionamento financeiro local, o Banco Central providenciará a abertura de uma conta em uma instituição designada. Os pagamentos ocorrem obrigatoriamente em guaranis, mesmo para quem mantinha saldos em dólares, aplicando-se a taxa de câmbio vigente na data do início da resolução. Clientes endividados com o banco também têm direito ao recurso, mas o montante devido será abatido da quantia a ser restituída.
Para facilitar o acesso aos recursos, o Banco Central disponibilizou uma plataforma digital específica para consultas. Os correntistas podem verificar qual instituição financeira foi encarregada de repassar os depósitos informando documentos de identificação, como a Cédula de Identidad, RUC, CRC ou documentos de origem estrangeira e passaporte, conforme as normas aplicáveis. A autarquia orienta a preservação de extratos e comprovantes, além de alertar a população contra tentativas de fraudes, reforçando que senhas e códigos nunca devem ser compartilhados e que não há cobrança de taxas para a liberação do dinheiro.
Origem da informação: Poder360 — veja a fonte original.

