A Petrobras informou nesta quinta-feira que registrou a terceira descoberta de petróleo no poço Morpho, situado no bloco FZA-M-59, na costa do estado do Amapá, na Foz do Amazonas. O achado ocorreu em uma área de águas ultraprofundas, a uma lâmina d’água de 2.886 metros.

A presidente da estatal, Magda Chambriard, avaliou que a persistência técnica da equipe viabilizou três descobertas consecutivas no mesmo poço. Segundo a executiva, o desempenho reforça o otimismo em relação às perspectivas exploratórias da Margem Equatorial brasileira.

Com a conclusão da etapa de perfuração e da coleta de dados geológicos, a companhia informou que executará apenas a finalização operacional do poço, processo técnico conhecido como abandono. Na sequência, a sonda utilizada será deslocada para a Bacia Potiguar, no litoral do Rio Grande do Norte, para iniciar novas atividades na locação Mãe de Ouro.

De acordo com a empresa, as operações no bloco FZA-M-59 integram o planejamento estratégico de longo prazo da corporação. O objetivo central é recompor as reservas de gás natural e petróleo mediante a exploração em novas fronteiras, visando suprir a demanda energética nacional.

A Margem Equatorial abrange a faixa marítima compreendida entre os estados do Amapá e do Rio Grande do Norte, configurando-se como a principal e mais recente fronteira de exploração em águas profundas e ultraprofundas do país. Historicamente, a Petrobras já perfurou mais de 700 poços na região, que atrai o interesse tanto do setor nacional quanto do mercado internacional devido às características do óleo e aos volumes estimados.

Paralelamente à nova descoberta na Foz do Amazonas, a estatal divulgou os resultados operacionais referentes ao terceiro trimestre de 2026. A produção média combinada de petróleo, LGN e gás natural atingiu a marca de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia, representando uma alta de 11,7% frente ao mesmo período de 2025 e um crescimento de 5,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior.

O desempenho recorde foi impulsionado pelo ganho de eficiência operacional nas plataformas P-78 e P-79 no Campo de Búzios, pela operação do navio-plataforma Alexandre de Gusmão no Campo de Mero, e pela redução nas perdas associadas a paradas de manutenção. Além disso, a empresa conectou 12 novos poços produtores no período, divididos igualmente entre as bacias de Campos e de Santos.

Origem da informação: Agência Brasil — veja a fonte original.