Uma pesquisa realizada pelo instituto PoderData/Aya e divulgada nesta terça-feira aponta um cenário de empate técnico na corrida pela Presidência da República no segundo turno. O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, registrou 49% das intenções de voto em votos válidos, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 51%.

Como a margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, os dois candidatos encontram-se tecnicamente empatados. A coleta de dados ocorreu entre os dias 10 e 12 de outubro, abrangendo 3.000 entrevistas em centenas de municípios de todas as unidades da Federação, com registro no Tribunal Superior Eleitoral.

O novo levantamento demonstra uma mudança em relação à rodada anterior divulgada na semana anterior. Em um intervalo de cinco dias, a taxa de intenção de voto no candidato petista avançou dois pontos percentuais, passando de 47% para 49%, ao passo que o adversário recuou na mesma proporção, indo de 53% para 51%. Com isso, a diferença entre os dois finalistas, que antes era de seis pontos percentuais, reduziu-se para dois pontos.

No primeiro turno do pleito, o cenário já havia sido bastante apertado, com Flávio Bolsonaro obtendo 47,03% dos votos válidos e Lula alcançando 45,16%, configurando uma vantagem de 1,87 ponto percentual para o senador nas urnas. O resultado inicial havia colocado a campanha do atual presidente em momento de maior mobilização, com a retomada de atos públicos e maior presença digital, enquanto a campanha do candidato do Liberal busca consolidar a liderança numérica a menos de duas semanas da votação definitiva.

Em termos demográficos, o levantamento detalha que o presidente mantém preferência entre o eleitorado feminino, registrando 53% contra 39%. Por outro lado, Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho nas regiões Sul e Centro-Oeste, além do segmento com ensino médio. Quanto à rejeição, 46% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, índice estável, enquanto a rejeição ao senador oscilou para 44%. A avaliação da administração federal aponta 50% de desaprovação e 44% de aprovação entre os eleitores.

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