O Partido da Causa Operária (PCO) oficializou a decisão de orientar seus filiados e eleitores a votarem nulo no segundo turno da eleição presidencial. A disputa, que coloca frente a frente os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), e Flávio Bolsonaro, representante do Partido Liberal (PL), foi objeto de debate na Conferência Nacional da legenda, realizada em São Paulo no último domingo, dia 11.

Rui Costa Pimenta, que representou o PCO como candidato à Presidência no primeiro turno do pleito, justificou o posicionamento da sigla argumentando que a candidatura de Lula não representa, na visão da legenda, uma alternativa de oposição ao atual sistema político vigente. O dirigente focou suas críticas na postura do PT em relação ao Supremo Tribunal Federal, classificando a aproximação entre o partido e a Corte como um movimento negativo.

Segundo Pimenta, ao estabelecer laços com o Poder Judiciário, o PT teria se aliado ao que definiu como uma das piores instâncias do regime político brasileiro. O líder do partido reforçou que, historicamente, o apoio do PCO a Lula em ciclos eleitorais anteriores foi condicionado a definições realizadas ainda na primeira etapa da votação, não se estendendo automaticamente para as fases finais.

Este novo posicionamento sinaliza uma ruptura com a trajetória recente de apoio do partido ao petista. Em 2022, o PCO formalizou o suporte a Lula logo no início do processo eleitoral. O histórico de alianças entre as duas frentes inclui ainda os anos de 1989, 1994 e 1998, além de 2018, quando a candidatura de Lula foi barrada pela Justiça Eleitoral — oportunidade em que o PCO optou por não seguir o PT na escolha do substituto, Fernando Haddad.

A postura adotada nesta eleição assemelha-se a estratégias adotadas pela agremiação entre os anos de 2002 e 2014, período em que o partido alternou orientações e não declarou apoio formal a Lula em diversas rodadas de segundo turno. Com a decisão, o PCO reafirma sua independência em relação aos dois nomes que disputam o cargo executivo máximo da nação.

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