O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro entregue seus passaportes às autoridades e proibições de deixar o país. A medida ocorreu após o senador ser abordado pela Polícia Federal em Brasília. Segundo apuração, os passaportes de Flávio, incluindo o documento diplomático, foram cancelados pelas autoridades.

A decisão do ministro está sob sigilo de justiça e foi tomada no âmbito de um processo no qual Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por suposta lavagem de dinheiro. A apuração envolve movimentações financeiras atípicas e ligações com o setor de apostas no Rio de Janeiro. Além disso, a ordem judicial também estabelece a proibição de qualquer contato entre o senador e o advogado Willer Tomaz.

Em um vídeo publicado em suas redes sociais, o parlamentar afirmou que foi abordado pela Polícia Federal ao sair da residência de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio declarou que a decisão judicial teria se baseado em uma declaração de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que defendeu em entrevista que o senador deixasse o país caso perdesse a disputa eleitoral. No entanto, Flávio negou qualquer intenção de fugir e afirmou nunca ter pensado em deixar o território nacional.

O governo da Argentina informou que não há registro de entrada oficial de Flávio no país vizinho. Autoridades argentinas realizaram averiguações em uma aeronave privada estacionada em Puerto Iguazú e constataram que não havia plano de voo incluindo a família Bolsonaro. A Casa Rosada também confirmou que nenhum pedido de asilo político foi recebido em relação ao senador brasileiro.

A defesa do advogado Willer Tomaz declarou que as empresas e participações do advogado são lícitas e que a relação com o senador é de amizade entre famílias. Por sua vez, o ex-governador Cláudio Castro, também citado no contexto das investigações, negou a prática de atos ilícitos e refutou qualquer relação entre sua amizade com Tomaz e decisões administrativas do governo estadual. A assessoria de Flávio Bolsonaro não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre o tema.

Origem da informação: BBC News Brasil — veja a fonte original.