O papa Leão XIV passou por um procedimento cirúrgico na terça-feira (13) para a remoção de um tumor localizado no pulmão direito. A intervenção foi realizada no Hospital Universitário Agostino Gemelli, em Roma, na Itália, instituição tradicionalmente utilizada para o atendimento de pontífices. De acordo com informações divulgadas pelo Vaticano, a análise do tecido removido confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar.
A lesão havia sido identificada anteriormente durante exames de rotina. Em declaração feita durante a missa do último domingo (11), o pontífice mencionou que o nódulo fora descoberto em estágio inicial e apresentava crescimento controlado, embora os profissionais de saúde tenham recomendado a remoção cirúrgica. A operação durou cerca de uma hora e meia, sendo conduzida por uma equipe médica coordenada por Stefano Margaritora, Elisa Meacci, Maria Teresa Congedo e Leonardo Petracca Caravella, com suporte anestésico liderado por Massimo Antonelli, Giovanni Punzo e Giuseppe Bello. O Vaticano classificou a cirurgia como bem-sucedida e sem complicações, consistindo na retirada do lobo inferior do pulmão direito por meio de técnica videoassistida.
O adenocarcinoma pulmonar é o tipo mais frequente da doença, originando-se em células produtoras de muco e representando aproximadamente 40% dos casos registrados, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A condição acomete tanto fumantes quanto indivíduos que nunca fumaram. O tratamento varia conforme o tipo, as condições do paciente e o estágio do tumor, podendo englobar cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia ou terapias direcionadas a alterações genéticas, embora ainda não haja definições públicas sobre a necessidade de tratamentos complementares para o papa.
Nascido como Robert Francis Prevost em 14 de setembro de 1955 em Chicago, nos Estados Unidos, o pontífice tem 71 anos e foi eleito em maio de 2025. Antes do diagnóstico, mantinha hábitos de vida voltados à atividade física, como natação e tênis, e não acumulava registros públicos de outras comorbidades atuais, tendo enfrentado um quadro de febre tifoide em 1985 durante seu período como missionário no Peru.
O histórico familiar do papa aponta forte incidência da doença. Em entrevista anterior, seu irmão John Prevost relatou que tanto a mãe quanto o pai faleceram em decorrência de câncer, e que outro irmão, Louis Prevost, de 74 anos, atualmente realiza tratamento oncológico nos Estados Unidos. Até o momento, o Vaticano não divulgou o estágio exato do tumor de Leão XIV, dado considerado essencial pelos especialistas para dimensionar as perspectivas de recuperação e definir eventuais condutas médicas adicionais.
Origem da informação: G1 — veja a fonte original.



