A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) oficializou, nesta quarta-feira (4), a aprovação da versão em comprimidos do Wegovy, medicamento desenvolvido pela farmacêutica Novo Nordisk. Esta decisão marca a introdução da primeira alternativa oral da categoria de medicamentos popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras disponível para o combate à obesidade no mercado brasileiro.
O fármaco é composto pelo mesmo princípio ativo presente na versão injetável, a semaglutida, contudo, altera a forma de administração. Enquanto o Wegovy tradicional exige injeções semanais, a nova opção oral deve ser ingerida diariamente, preferencialmente em jejum, acompanhada de um volume reduzido de água. O paciente deve aguardar um intervalo de pelo menos 30 minutos antes de consumir alimentos, bebidas ou ingerir outros medicamentos.
A autorização é restrita ao público adulto, diferentemente da versão injetável, que conta com indicação para pacientes a partir dos 12 anos. O tratamento é indicado para pessoas com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 30, ou para indivíduos com sobrepeso a partir de 27 de IMC que possuam comorbidades associadas. O protocolo terapêutico envolve uma escalada de doses, começando em 1,5 mg e avançando gradualmente para 4 mg e 9 mg até atingir a dose de manutenção de 25 mg, sempre sob supervisão médica.
A eficácia do tratamento foi fundamentada no estudo clínico OASIS 4. Os dados indicam que, após 64 semanas de uso, os pacientes alcançaram uma redução média de 13,6% no peso corporal, com uma estimativa de até 17% em cenários de adesão contínua. Além da perda de peso, o acompanhamento regulatório apontou benefícios em marcadores metabólicos e cardiovasculares dos pacientes.
Embora a aprovação tenha sido concedida, o produto ainda não está disponível nas farmácias brasileiras. A expectativa da fabricante é realizar o lançamento no país no primeiro semestre de 2027. O preço final para o consumidor ainda é uma incógnita, uma vez que a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) ainda realizará o processo de definição do valor máximo de venda no Brasil.
Origem da informação: InfoMoney — veja a fonte original.


