O papa Leão 14, de 71 anos, foi submetido a uma cirurgia nesta terça-feira (13/10) para a remoção do lobo inferior do pulmão direito, após receber o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar. A informação foi confirmada oficialmente pelo Vaticano, que detalhou que o exame histológico intraoperatório confirmou a suspeita levantada pelos exames pré-operatórios. O procedimento cirúrgico teve duração aproximada de uma hora e meia.
O adenocarcinoma pulmonar é um subtipo de câncer que se desenvolve nas células glandulares responsáveis pela produção de substâncias como o muco, especificamente nas células que revestem os alvéolos pulmonares. De acordo com a Fundação Americana do Câncer no Pulmão, essa neoplasia representa cerca de 40% de todas as ocorrências de câncer pulmonar. A doença costuma se formar nas áreas mais periféricas dos órgãos e apresenta um crescimento tipicamente mais lento do que outras variações da enfermidade, o que eleva a probabilidade de identificação antes da disseminação.
Especialistas apontam que o câncer de pulmão divide-se majoritariamente entre os de pequenas células e os de não pequenas células, sendo o adenocarcinoma o subtipo mais comum deste segundo grupo. O tabagismo permanece como o principal fator de risco associado, contudo oncologistas ressaltam que uma parcela expressiva dos diagnósticos contemporâneos ocorre em indivíduos que nunca fumaram ou que cessaram o hábito há muitos anos. No caso do pontífice, o Vaticano não informou se ele possui histórico de tabagismo.
Nos estágios iniciais, a condição frequentemente transcorre sem sintomas perceptíveis, sendo descoberta ocasionalmente em exames realizados por outros motivos, a exemplo do que ocorreu com o papa, cujo tumor foi identificado em um exame de rotina. O próprio pontífice afirmou que a condição foi detectada em fase muito precoce e com crescimento bem delimitado. Para tumores restritos ao pulmão, a intervenção cirúrgica por meio de lobectomia representa a opção padrão e preferencial para assegurar a remoção completa do tecido acometido e preservar a função pulmonar remanescente.
O Vaticano comunicou que a equipe médica ainda não discute a aplicação de quimioterapia ou tratamentos complementares, aguardando os resultados de exames adicionais para determinar com precisão o tamanho da massa removida, o comprometimento de linfonodos e o estágio exato da doença. Médicos especialistas destacam que o prognóstico do adenocarcinoma pulmonar varia conforme o estágio e a eventual propagação para tecidos vizinhos ou órgãos distantes, sendo altamente favorável quando diagnosticado e tratado cirurgizamente em fases iniciais.
Origem da informação: DW Brasil — veja a fonte original.



