O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) participaram, na sexta-feira (23 de outubro de 2026), no Rio de Janeiro, do último debate presidencial antes do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25 de outubro). O confronto foi transmitido pela TV Globo e reuniu perguntas sobre temas definidos pela emissora, além de blocos com temas livres e considerações finais.
Durante o evento, o embate político foi marcado por fortes trocas de acusações e menções a episódios de repercussão nacional. Lula levou ao estúdio a mãe de Ana Clara, menina vítima de disparo de fuzil, e questionou o adversário sobre o caso. Na plateia, a mãe da vítima chegou a gritar que sua filha havia morrido, enquanto Flávio respondeu sem olhar em sua direção e cometeu um erro ao chamar a mãe da menina pelo nome da filha falecida.
O debate também registrou momentos de tensão verbal e ironias entre os concorrentes. Lula chamou o adversário de miliciano e afirmou que não permitiria ser chamado de "9 dedos" por ele, declarando ainda que representa um futuro melhor para o país em comparação ao oponente. Em resposta, Flávio afirmou que irá combater as milícias e criticou o governo atual, alegando que Lula "dá com uma mão e tira com 9 dedos" o salário mínimo. A discussão econômica e social abrangeu temas como educação, saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS), o valor do salário mínimo e comparações sobre gestões passadas e atuais.
Outros tópicos curiosos e referências do mundo digital também pontuaram o encontro. Lula e Flávio citaram o mecanismo de busca Google treze vezes ao longo da discussão, o que gerou questionamentos recíprocos sobre governança. A audiência do programa alcançou 30 pontos, enquanto nas redes sociais diversos termos e comparações viralizaram, refletindo a polarização e a intensidade do último confronto televisivo antes da votação definitiva.
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