O governo dos Estados Unidos solicitou ao senador Flávio Bolsonaro, candidato derrotado no pleito presidencial, a retirada de trechos em que ele se autoproclamava o "verdadeiro presidente eleito" do Brasil. A exigência ocorreu após a divulgação de uma carta pública pelo parlamentar.
De acordo com assessores do Departamento de Estado norte-americano, a manutenção da expressão poderia sugerir que Washington havia endossado a condição autodeclarada do senador. Tal cenário geraria complicações diretas para as relações diplomáticas oficiais entre o governo dos Estados Unidos e o Brasil.
A alteração na manifestação de Flávio Bolsonaro aconteceu depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a entrada do senador e de sua família no país mediante a concessão de visto humanitário. Fontes diplomáticas apontaram que, embora Trump faça críticas ao pleito brasileiro e elogie o presidente Lula, o reconhecimento de Flávio como mandatário não faz parte dos planos da administração americana.
Na primeira versão do documento, divulgada em uma rede social, o parlamentar recusou o desfecho do segundo turno, alegou fraudes sem apresentar evidências e assinou como líder máximo do país. Posteriormente, o conteúdo foi modificado, substituindo os termos por "líder do Brasil". Na mensagem final, o senador agradeceu a Donald Trump e a Javier Milei, declarou estar em segurança nos Estados Unidos e alegou perseguição política.
No texto, o senador também contestou uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que estendeu a votação em duas horas devido a problemas no transporte público e ao clima adverso. A medida havia sido requerida tanto pela campanha de Lula quanto pela de Flávio Bolsonaro. O Tribunal Superior Eleitoral registrou pouco mais de 34 mil votos após as 17h, enquanto Lula encerrou a disputa com 4,43 milhões de votos a mais, com o TSE atestando a lisura do pleito e o próprio PL reconhecendo o resultado oficial.
Origem da informação: G1 — veja a fonte original.
