O ex-chefe das Forças Armadas de Israel, Gadi Eisenkot, afirmou que trabalhará na formação de um governo de ampla base o mais rápido possível. A tarefa foi concedida pelo presidente israelense, Isaac Herzog, após uma eleição que resultou em impasse e não garantiu a maioria necessária nem para Eisenkot nem para o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.
Durante uma reunião na residência presidencial, Herzog entregou oficialmente o mandato a Eisenkot, classificando o cenário político atual como um processo de grande complexidade. Segundo Eisenkot, o país vive um estado de emergência e se aproxima de um ponto sem volta, exigindo medidas políticas criativas e não convencionais para a criação de um governo de emergência nacional.
O presidente israelense destacou os desafios enfrentados pela democracia do país, mencionando a ameaça de um ataque do Irã, as negociações com o Líbano e a necessidade de avançar rumo à paz em Gaza. Diante deste panorama, Eisenkot afirmou que convocará legendas políticas que atendam a seus princípios fundamentais, como o reconhecimento de Israel como Estado judeu e democrático, o serviço nacional obrigatório e a destruição da capacidade militar do Hamas.
Para alcançar a maioria no Knesset, o Parlamento israelense de 120 cadeiras, Eisenkot avalia caminhos alternativos que apresentam obstáculos consideráveis. Entre as opções estão a formação de um governo minoritário apoiado por partidos árabes, uma coalizão com legendas ultraortodoxas ou um acordo de unidade com Netanyahu. O partido Likud, de Netanyahu, conquistou 27 cadeiras, mas a coalizão religioso-nacionalista ficou com 53 assentos, abaixo da maioria de 61. Já o partido Yashar, de Eisenkot, obteve 21 cadeiras e sua coalizão somou 48, enquanto partidos árabes alcançaram 19 assentos.
Eisenkot dispõe de um prazo inicial de 28 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 14 dias. Caso não obtenha sucesso na articulação, a oportunidade de tentar formar uma administração poderá ser direcionada a Netanyahu, mantendo em aberto a possibilidade de convocação de novas eleições caso o impasse persista.
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