O senador e candidato derrotado à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, desembarcou nos Estados Unidos nesta quarta-feira (28). Ele e seus familiares deixaram o Brasil na noite de terça-feira (27) em uma aeronave particular que partiu da Argentina e pousou no Aeroporto Executivo Opa-locka, em Miami, na Flórida.

A viagem foi marcada por rumores que começaram a circular na manhã de terça-feira. O jatinho da companhia aérea argentina Baires Fly pousou em território norte-americano às 9h24 no horário local. Ao chegar, o parlamentar cumprimentou policiais e se dirigiu ao posto da Alfândega e Proteção de Fronteiras junto com sua esposa, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e suas duas filhas, de 11 e 14 anos.

Documentos do governo dos Estados Unidos indicam que o grupo entrou no país com um registro classificado como "DT", uma autorização de entrada temporária concedida na chegada, geralmente por motivos humanitários, com validade de um ano. Registros oficiais também apontam que Flávio Bolsonaro apresentou seus passaportes brasileiro comum e diplomático na entrada, apesar de os documentos terem sido cancelados pela Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O Departamento de Estado norte-americano havia confirmado na terça-feira que permitiria a entrada da família, embora não tenha especificado o tipo de visto definitivo ou a data de emissão. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aprovava a presença do senador no país e fez comentários questionando o pleito brasileiro. A decisão de conceder os vistos foi criticada pelo Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos EUA, ligado ao Partido Democrata, que apontou inconsistências em relação ao tratamento dado a pessoas que fogem de conflitos.

Após permanecerem por cerca de 20 minutos no posto alfandegário, enquanto malas eram colocadas em um veículo na pista, a família deixou o aeroporto em um comboio com três carros que seguiu rumo ao norte. A Polícia Federal brasileira informou anteriormente que não possuía autorização judicial para realizar prisões, monitoramentos ou adotar outras medidas restritivas contra o senador antes de sua partida.

Origem da informação: G1 — veja a fonte original.