O chanceler argentino, Pablo Quirno, veio a público nesta sexta-feira para negar categoricamente que o governo brasileiro tenha feito qualquer solicitação oficial de esclarecimentos a Buenos Aires. A controvérsia gira em torno da passagem do senador Flávio Bolsonaro pelo território argentino antes de embarcar rumo aos Estados Unidos. A manifestação do diplomata ocorreu por meio de uma postagem na rede social X, em resposta direta a uma reportagem publicada pelo periódico argentino La Nación que repercutia a suposta cobrança diplomática.

Anteriormente, a gestão liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sustentado que um pedido formal de explicações fora direcionado à embaixada argentina no dia anterior. Conforme divulgado pelo Planalto, a tratativa teria ocorrido durante um diálogo com a ministra-conselheira Emilia Cortés, que atua como encarregada de negócios da representação diplomática do país vizinho em solo brasileiro. No entanto, Quirno foi enfático ao rejeitar a premissa, declarando publicamente que a informação veiculada era totalmente falsa e que nenhum contato dessa natureza aconteceu.

Nos bastidores de Brasília, o cenário diplomático vinha sendo monitorado de perto ao longo da semana. Informações apuradas indicavam que o Ministério das Relações Exteriores avaliava diferentes caminhos para lidar com o episódio, incluindo a possibilidade de convocar formalmente a representante diplomática argentina ou de estabelecer um contato direto entre o ministro Mauro Vieira e o próprio Quirno.

A viagem do parlamentar gerou ampla repercussão internacional e desdobramentos sobre a segurança e a movimentação fronteiriça. Flávio Bolsonaro deixou o território nacional pela fronteira com a Argentina e prosseguiu em um voo de jato particular para Miami, nos Estados Unidos, acompanhado de sua esposa e de suas filhas, após ter seus passaportes cancelados por determinação judicial do Supremo Tribunal Federal. Enquanto a Polícia Federal investiga os detalhes da saída do país, o governo de Javier Milei inicialmente negou a entrada do senador, mas posteriormente confirmou o cruzamento da fronteira por meio do órgão de migração argentino.

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