O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta quarta-feira (4.nov.2026) a ofensiva militar contra o Irã, mesmo após reconhecer que o conflito impactou negativamente o desempenho do Partido Republicano nas eleições realizadas no dia anterior. Questionado sobre a perda de controle do Senado, Trump afirmou que a decisão estratégica era a única alternativa viável, enfatizando que impedir o desenvolvimento de armamento nuclear iraniano supera qualquer custo político ou econômico de curto prazo.

Segundo o mandatário, a alta dos preços dos combustíveis, resultante direto das tensões na região e da instabilidade no estreito de Ormuz, foi o fator decisivo para a perda de votos do seu partido. Trump admitiu que a avaliação do vice-presidente, JD Vance, sobre a relação entre o conflito e o resultado nas urnas é amplamente verdadeira, mas reiterou que repetiria a ação militar caso fosse necessário.

Apesar das críticas, o presidente argumentou que a circulação de petróleo pelo estreito de Ormuz já foi retomada após o choque inicial. Para Trump, os riscos globais de um Irã detentor de capacidade nuclear justificam plenamente as consequências enfrentadas. "Não podemos permitir que o Irã tenha uma arma nuclear. Caso contrário, tudo o que vocês estão vendo aqui pode deixar de existir algum dia", declarou aos jornalistas na Casa Branca.

O republicano também avaliou que o resultado eleitoral não reflete a sua popularidade pessoal. Ele afirmou estar convicto de que teria vencido a disputa caso estivesse na cédula, destacando o apoio massivo recebido em comícios, o qual não conseguiu ser transferido para os candidatos do seu partido. Sobre a possibilidade de um processo de impeachment, o presidente demonstrou tranquilidade e alertou que tal medida poderia prejudicar o próprio Partido Democrata.

Por fim, Trump indicou abertura para dialogar com a oposição, desde que não haja uma postura de enfrentamento destrutivo. Ele mencionou que já ocorreram contatos iniciais com integrantes do Partido Democrata e refutou qualquer preocupação com um afastamento, defendendo que os Estados Unidos vivem um momento de sucesso histórico sob sua administração.

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