O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu nesta quarta-feira que o conflito armado envolvendo seu país, Israel e o Irã foi um fator determinante para a derrota de seu partido nas recentes eleições de meio de mandato. O resultado do pleito permitiu que o Partido Democrata assumisse o controle tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado norte-americano.
Em declarações concedidas à Fox News e ao The Wall Street Journal, o mandatário admitiu explicitamente que a questão iraniana teve um peso significativo na rejeição popular sentida nas urnas. O conflito, que já atravessa seu nono mês, enfrenta altos índices de impopularidade entre a população norte-americana desde a sua deflagração inicial.
Durante o período de campanha, candidatos democratas em diversas regiões dos Estados Unidos utilizaram a guerra como um argumento central contra a administração atual, responsabilizando o conflito pela escalada nos preços da gasolina e de outros produtos essenciais para o consumo das famílias. Esse descontentamento se refletiu em bastiões tradicionalmente conservadores, que haviam garantido a reeleição de Trump há dois anos e agora migraram o voto para a oposição.
Apesar da clara desaprovação eleitoral e da promessa feita durante a campanha passada de evitar novos confrontos, Trump reafirmou a validade de sua estratégia militar. Em entrevista, ele sustentou que a decisão de atacar o Irã foi a escolha correta e afirmou que, se necessário, repetiria a mesma conduta. A gestão de Trump tem sido marcada por uma comunicação instável sobre o tema, alternando entre promessas de encerramento do conflito e ameaças de intensificar as operações militares.
A repercussão do pleito alcançou Teerã, onde a notícia da vitória democrata foi celebrada por autoridades iranianas. Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento do Irã, utilizou as redes sociais para declarar que a população norte-americana expressou uma negativa à continuidade da guerra, posicionamento que o governo iraniano afirmou endossar publicamente.
Origem da informação: InfoMoney — veja a fonte original.




