O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou neste domingo que não atua para proteger o seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, de possíveis investigações. A afirmação ocorreu durante o debate presidencial do segundo turno na Band, realizado em São Paulo, em resposta a questionamentos feitos pelo adversário e senador Flávio Bolsonaro.

Durante a troca de acusações no confronto direto, Lula argumentou que sua postura difere daquela atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro em relação aos seus familiares. O atual presidente sustentou que qualquer apontamento de irregularidade envolvendo parentes, seja filho ou irmão, deve ser devidamente apurado pelas autoridades competentes.

O chefe do Executivo também resgatou episódios políticos passados ao mencionar a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça, ocorrida em abril de 2020. Na ocasião, segundo o presidente, houve divergências sobre o comando da Polícia Federal, reforçando que sua gestão não interfere na corporação nem promove trocas de diretores por motivos de proteção pessoal.

Em contrapartida, Flávio Bolsonaro cobrou explicações do petista e questionou a permanência do filho do presidente na Espanha. Em resposta, Lula afirmou que Lulinha não se oculta de apurações e que prestará esclarecimentos à Justiça caso receba qualquer convocação formal para depoimento.

O encontro na emissora marca o primeiro confronto direto entre os dois concorrentes nesta etapa da disputa eleitoral, mediado pelos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue. A dinâmica do debate foi estruturada em três blocos, contemplando perguntas de jornalistas e embates diretos entre os candidatos.

O cenário da disputa ocorre enquanto pesquisas nacionais recentes para o segundo turno mostram o senador Flávio Bolsonaro numericamente à frente em grande parte dos levantamentos compilados pelo Poder360, enquanto pesquisas mais recentes do PoderData/Aya indicam empate técnico com 50% dos votos válidos para cada lado, antecedendo a votação marcada para 25 de outubro.

Origem da informação: Poder360 — veja a fonte original.