A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, confirmada após o segundo turno das eleições gerais contra o senador Flávio Bolsonaro, gerou repercussão imediata entre líderes internacionais de diversas regiões e correntes ideológicas. Mensagens de felicitações foram enviadas por governos da Europa, da Ásia e das Américas, abrangendo desde administrações de esquerda até lideranças da direita sul-americana.
A China, principal parceira comercial do Brasil desde 2009, manifestou-se por meio do Ministério das Relações Exteriores, destacando a intenção de avançar na construção de um futuro compartilhado. O Kremlin também enviou saudações, elogiando a contribuição de Lula para as relações bilaterais e para o bloco do Brics. Na Índia, o primeiro-ministro Narendra Modi chamou o petista de caro amigo e ressaltou a parceria estratégica entre os dois países.
Na Europa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou o resultado e afirmou que a democracia e o multilateralismo triunfaram no Brasil. O presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu o reforço da cooperação estratégica bilateral, enquanto o premiê espanhol, Pedro Sánchez, celebrou o resultado como um marco para a retomada progressista global. No continente americano, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, também enviaram mensagens de parabéns.
Surpreendentemente, até o momento da publicação desta reportagem, o governo dos Estados Unidos não havia divulgado nenhuma manifestação oficial sobre o pleito. O presidente Donald Trump havia declarado no domingo que acompanhava o processo, mas sem declarar preferência. As relações bilaterais recentes enfrentam tensões devido a tarifas impostas pela Casa Branca e à pressão americana contra processos judiciais no Brasil. Aliado de Trump, o presidente argentino Javier Milei também permaneceu em silêncio.
No cenário regional, figuras da direita sul-americana também cumprimentaram o vencedor. José Antonio Kast, do Chile, e Keiko Fujimori, do Peru, conversaram ou emitiram notas ressaltando a importância da integração econômica e da cooperação bilateral. Os presidentes do Paraguai e do Equador também se pronunciaram, enfatizando os desafios e a agenda comum na América do Sul.
Origem da informação: InfoMoney — veja a fonte original.



