O Poder Judiciário do Paraguai ordenou, nesta quinta-feira (5.nov.2026), o bloqueio preventivo de bens e contas bancárias de 34 pessoas físicas e jurídicas associadas ao Ueno Bank. A decisão, proferida pelo juiz Rodrigo Estigarribia, visa garantir a preservação de ativos que possam ser utilizados em futuras reparações de danos financeiros decorrentes das investigações em curso.
A ofensiva judicial atingiu diversos escalões da instituição financeira. O magistrado decretou a prisão preventiva de Federico Miguel Vázquez Villasanti, CEO do Ueno Bank, além de cinco diretores executivos: Juan Manuel Gustale, Julio Daniel Rey Fernández, Alejandro Gómez Abente, Diego Fernando Duarte Schussmuller e Miguel Ángel Almada Frutos. Adicionalmente, as diretoras Diana Leticia Mongelos González e Mariana Torres Rubiani foram submetidas ao regime de prisão domiciliar, com a obrigação de utilizar tornozeleira eletrônica.
A abrangência da medida judicial é ampla, estendendo-se a diversos executivos de empresas parceiras do banco e outros réus listados no processo. Entre os nomes mencionados na decisão figuram José Augusto Sala Cardozo, Sergio Pizurno, Vanessa Esther Godoy Ayala, Oscar Urdapilleta, César Javier Mengual Mazacotte, Miguel Ángel Garay, César Astigarraga, Luis Ernesto Angulo Rivera, Guillermo Vázquez Maniagurria, Diego Gómez, Luis Fernando Rios Espínola, André Gayol Pires, Nicolás S. Di Iorio Olivares, Rodrigo Franco, Mauro Vargas Wildberger, Cecilia Domínguez Elizeche, Martín Vargas Wildberger, Glória Villasanti Farinha e Raúl Fernando Sánchez Gómez.
Além dos indivíduos, o bloqueio de ativos alcança uma série de empresas relacionadas à estrutura do Ueno Bank. Estão sob a restrição judicial a Mowi S.A., Grupo Hendy S.A., Grupo M S.A., Tuiu S.A., Franede S.A., Aime S.A. e Vinanzas S.A. A determinação impõe que todas as contas registradas em nome destas pessoas físicas e jurídicas em instituições financeiras do Paraguai permaneçam imobilizadas enquanto perdurarem os trâmites investigativos.
Em paralelo às ações judiciais, o Ministério do Trabalho do Paraguai iniciou uma frente própria de fiscalização. A pasta mobilizou equipes de inspeção para avaliar a situação trabalhista dos funcionários empregados pelas empresas vinculadas ao Grupo Ueno, buscando assegurar o cumprimento das normas vigentes diante da instabilidade jurídica enfrentada pela instituição e suas afiliadas.
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