A apenas seis dias da realização do segundo turno da eleição presidencial, as propagandas eleitorais dos candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) exibidas nesta segunda-feira (19) trouxeram abordagens distintas para a reta final da disputa. Enquanto o candidato do PL concentrou esforços em pedir engajamento total dos eleitores, a campanha petista direcionou o foco para o debate sobre segurança pública e criticou a atuação profissional do adversário.
No início de sua peça publicitária, Flávio Bolsonaro convocou os apoiadores a intensificarem a militância nas ruas, nos grupos de mensagens e nas redes sociais. O candidato enfatizou que o momento exige força máxima e que o trabalho deve ser contínuo até o dia da votação, alertando os eleitores contra qualquer tipo de relaxamento antes do término oficial do pleito.
Em contrapartida, o programa de Lula abordou o assassinato da menina Ana Clara Machado, de 5 anos, ocorrido em fevereiro de 2021 em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A propaganda destacou que Flávio Bolsonaro atuou como um dos advogados na defesa do policial militar Bruno Dias Dellaroli, apontado como autor do disparo de fuzil que atingiu a vítima. O caso tramita na Justiça, onde o réu responde por homicídio doloso com júri marcado para maio de 2027.
Além das menções ao processo judicial, a propaganda do candidato do PT apresentou propostas voltadas para o setor de segurança pública. O destaque foi a valorização do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com o objetivo de integrar a atuação entre as corporações municipais, estaduais e federais. Entre as frentes de combate apresentadas estão a integração de inteligência, a conversão de presídios estaduais em unidades de segurança máxima, a retomada de territórios controlados pelo crime e o combate ao financiamento de facções.
Por sua vez, o programa de Flávio Bolsonaro também introduziu uma proposta econômica denominada "Vira Pix". Concebida em parceria com a Caixa Econômica Federal, a iniciativa consiste em um plano de recompensas em que uma parcela de despesas cotidianas pagas pelos cidadãos, como contas de luz e prestações, retornaria aos consumidores em formato de transferência via Pix.
Origem da informação: G1 — veja a fonte original.

