A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) celebrou publicamente a decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral André Mendonça, emitida em uma terça-feira, que autorizou a manutenção de uma postagem feita por ela nas redes sociais abordando informações sobre Nossa Senhora Aparecida. Em um vídeo divulgado na internet, a parlamentar afirmou ter derrotado o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), defendendo a veracidade de suas declarações sobre a existência de um projeto articulado por um aliado político do parlamentar.
A controvérsia teve início após a circulação de conteúdos que relacionavam Flávio Bolsonaro e grupos evangélicos a uma suposta articulação atual para remover o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. As postagens resgataram uma proposta apresentada originalmente em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli, que tramitou na Câmara dos Deputados e acabou sendo arquivada no segundo semestre de 2008, após ser rejeitada pela Comissão de Educação e Cultura.
O tema ganhou repercussão nacional depois que a jornalista Maria Cristina Fernandes comentou o assunto na televisão, levando a emissora a corrigir a informação e emitir um pedido de desculpas dias depois. A defesa de Flávio Bolsonaro acionou o TSE classificando as publicações como falsas, o que resultou em ordens iniciais de remoção de conteúdos emitidas pelo ministro André Mendonça, posteriormente afetadas por decisões divergentes no âmbito do Supremo Tribunal Federal, com intervenções dos ministros Flávio Dino e Luiz Fux.
Ao revogar a proibição de sua postagem específica, o ministro André Mendonça pontuou que o conteúdo publicado pela deputada não reproduzia o núcleo factual considerado inverídico. Em sua manifestação em vídeo, Erika Hilton ressaltou sua criação na religião evangélica, a defesa do Estado laico e destacou que sua avó é católica devota de Nossa Senhora Aparecida, classificando a imagem como um símbolo fundamental de esperança e de milhões de famílias brasileiras.
A congressista também aproveitou a ocasião para criticar o bolsonarismo, afirmando que o movimento político não respeitaria as mulheres, as santas e a diversidade. Ela concluiu reforçando a defesa do Estado laico, da liberdade religiosa e da ocupação da política com coragem contra a intolerância e o ódio da extrema-direita.
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