A sessão desta quinta-feira tem como principal destaque o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em Washington. O líder chinês foi recebido com tapete vermelho e banda militar na Base Conjunta Andrews, em uma demonstração da importância atribuída ao evento, que marca sua primeira visita aos Estados Unidos em mais de uma década. As conversas entre as duas maiores economias do mundo devem abranger tópicos como inteligência artificial, comércio, terras raras, semicondutores e Taiwan, além de possíveis discussões sobre os conflitos no Irã e na Ucrânia. O desfecho dessas negociações tem potencial de repercussão direta sobre os mercados de ações, câmbio e commodities.
No cenário brasileiro, o Banco Central divulgou o Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre, documento que reúne as avaliações da autoridade monetária sobre a inflação, a atividade econômica e os rumos da taxa Selic. O material tende a calibrar as expectativas dos agentes financeiros e influenciar os juros futuros, o câmbio e a Bolsa. No mesmo período, o governo apresentou o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, acompanhado por investidores atentos à evolução das contas públicas e ao cumprimento das metas fiscais, seguido por uma entrevista coletiva com representantes do Banco Central, incluindo Gabriel Galípolo e Diogo Guillen Picchetti.
As agendas internacionais também concentram atenções nos Estados Unidos com a publicação dos dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego e das vendas de moradias novas referentes a setembro. Enquanto isso, o mercado acionário brasileiro buscou reajuste após o Ibovespa fechar em baixa na véspera, pressionado por um ambiente externo desfavorável a ativos de risco e pelo avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, que permaneceram próximos dos maiores patamares em duas décadas em meio ao acirramento das apostas de aperto monetário pelo Federal Reserve.
No âmbito das projeções macroeconômicas para o Brasil, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico elevou a estimativa para o Produto Interno Bruto de 2026 para 2,0%, embora tenha revisado levemente para baixo o número de 2027. Em consonância, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda reduziu sua própria projeção para o crescimento do PIB neste ano para 2,0%, apontando os efeitos decorrentes do patamar restritivo de juros no país e incorporando uma taxa Selic média marginalmente superior nos parâmetros orçamentários.
Origem da informação: InfoMoney — veja a fonte original.



