O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro tem permissão para permanecer em território norte-americano pelo período que desejar. Durante declaração a jornalistas em seu clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida, o republicano declarou que o parlamentar brasileiro é bem-vindo no país e avaliou que ele foi tratado de maneira inadequada.
Questionado a respeito de um eventual encontro com o senador na Flórida, Trump pontuou que não possui agendas planejadas para uma reunião. Na mesma ocasião, o chefe de Estado norte-americano voltou a manifestar críticas em relação ao pleito presidencial do Brasil, vencido no segundo turno por Luiz Inácio Lula da Silva, realizado em 25 de outubro de 2026. Sem apresentar evidências de irregularidades, Trump classificou a votação como uma vergonha e reiterou as críticas sobre a condução do caso envolvendo o brasileiro.
As declarações do presidente norte-americano ocorreram no mesmo dia em que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou a participação direta do governo norte-americano nos preparativos relacionados à saída do senador do Brasil. Durante entrevista coletiva em Atlanta, onde ocorria a reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, Rubio enfatizou que o governo dos Estados Unidos não esteve envolvido nas movimentações realizadas para a viagem.
Anteriormente, no dia 29 de outubro, Trump havia mencionado que não tomou partido na disputa eleitoral brasileira a pedido de Lula, embora tenha evitado responder diretamente se reconheceria o triunfo do candidato petista. O pleito registrou a vitória de Lula com 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79%, superando Flávio Bolsonaro, que obteve 59.826.041 votos, ou seja, 48,21% do total.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira, 27 de outubro de 2026, acompanhado de sua esposa e de suas duas filhas adolescentes, motivado por receios de possíveis decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O pedido de apreensão do passaporte do senador foi emitido pela Polícia Federal logo após a proclamação do resultado eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral, sendo referendado pelo magistrado juntamente com a proibição de deixar o país.
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