A nova rodada da pesquisa AtlasIntel com a Bloomberg, divulgada nesta segunda-feira (20), revelou um cenário de disputa mais apertada no segundo turno da eleição presidencial. O senador Flávio Bolsonaro (PL) continua na liderança numérica, registrando 49,8% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcança 47,6%. Com o avanço do petista, a vantagem do senador foi reduzida de 5,4 para 2,2 pontos percentuais no intervalo de uma semana, de acordo com o instituto.

O movimento de aproximação decorre do crescimento de Lula, que passou de 45,7% na pesquisa encerrada em 8 de outubro para o patamar atual, enquanto Flávio oscilou de 51,1% para 49,8%. Paralelamente, o contingente de eleitores que declararam voto em branco, nulo ou indecisos caiu de 3,2% para 2,6%. Os cruzamentos do levantamento demonstram que os candidatos buscam apoios em diferentes bases eleitorais para a reta final.

Entre os eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, Lula aparece numericamente à frente, com 55,7% das intenções contra 40,2% de Flávio, além de 4,2% de brancos, nulos ou indecisos. Por outro lado, Flávio mantém vantagem expressiva na absorção de votos de candidaturas eliminadas no pleito anterior. Dos eleitores de Ronaldo Caiado (PSD), 69,8% declaram voto no senador, e 24,5% optam por Lula. Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), o fluxo é invertido, com 52,1% migrando para o petista e 42,4% para o adversário.

A sondagem também coincidiu com mudanças na agenda legislativa. Entre 13 e 18 de outubro, período em que a pesquisa foi realizada, o Congresso aprovou e promulgou o fim da escala 6x1, pauta explorada pela campanha governista. A medida obteve 75 votos favoráveis e apenas um contrário no Senado, contando com o voto de Flávio Bolsonaro, embora ele tenha defendido alterações posteriores em pontos do texto. Na mesma fase, o governo articulou pautas voltadas a microempreendedores e segurança pública.

Os dados da AtlasIntel mostram ainda uma leve melhora na avaliação da administração federal, com recuo de um ponto na desaprovação e avanço de um ponto na aprovação. A campanha da oposição, contudo, continua explorando a avaliação negativa do governo em temas como custo de vida, endividamento e situação fiscal. O levantamento foi realizado com 4.998 pessoas por meio de recrutamento digital aleatório, possui margem de erro de um ponto percentual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02418/2026.

Origem da informação: InfoMoney — veja a fonte original.