Em um resultado consolidado na madrugada desta quarta-feira (4), o Partido Democrata conquistou a maioria das cadeiras tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado dos Estados Unidos. O desfecho das eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, representa um revés histórico para a gestão do presidente republicano Donald Trump, que perdeu o controle unificado das duas casas do Congresso americano.

No Senado, onde 35 das 100 cadeiras estavam em disputa, os democratas elegeram 20 novos senadores, sendo sete por virada, atingindo a marca de 54 assentos. Na Câmara, a legenda superou a necessidade de 218 cadeiras ao conquistar 25 posições anteriormente mantidas por republicanos em mais de dez estados, incluindo vitórias expressivas em regiões tradicionalmente conservadoras.

O impacto eleitoral foi evidenciado por resultados inesperados em estados como Texas e Carolina do Sul. Em território texano, James Talarico superou Ken Paxton, enquanto na Carolina do Sul, Annie Andrews garantiu a vitória sobre Darline Graham. O apoio direto de Trump a candidatos derrotados foi apontado como um fator que contribuiu para o isolamento político republicano, apesar das tentativas do presidente em reverter o cenário em estados como Ohio.

Diante do novo panorama em Washington, Donald Trump declarou ao jornal The New York Times que estaria disposto a governar através de acordos com os democratas. Contudo, o presidente já havia sinalizado uma postura de confronto em falas anteriores, chegando a se autointitular como o "Sr. Veto" e questionando a legitimidade do pleito caso os resultados não fossem favoráveis.

O sistema eleitoral norte-americano renova a totalidade dos 435 assentos da Câmara a cada dois anos, enquanto o Senado renova um terço de seus membros. Com a mudança na configuração legislativa, a dinâmica política dos Estados Unidos deverá enfrentar um cenário de maior oposição ao Poder Executivo até o fim do mandato presidencial.

Origem da informação: G1 — veja a fonte original.