O administrador e ex-banqueiro Fábio Coletti Barbosa avaliou em entrevista recente que o atual modelo econômico defendido pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se sustenta a longo prazo, o que deve tornar o ano de 2027 bastante difícil para a economia nacional. Apesar das críticas ao foco na expansão de gastos públicos, o executivo pondera que o país não caminha para uma quebra, sustentado por contas externas equilibradas, inflação sob controle, produção de petróleo e agricultura pujante.

Segundo Barbosa, o principal entrave para a economia brasileira reside na insistência em fomentar o consumo por meio do aumento de despesas estatais. Para ele, a injeção de recursos sem o respectivo crescimento da produção gera pressões inflacionárias, elevando o custo de itens essenciais e forçando o Banco Central a manter taxas de juros elevadas. Essa combinação penaliza diretamente as famílias de menor poder aquisitivo e encarece o crédito, resultando em um cenário de avanço econômico limitado.

O executivo declarou apoio às políticas de assistência social, mas destacou a necessidade urgente de um pente-fino nos benefícios federais para eliminar distorções e fraudes. Na visão do conselheiro de grandes empresas como Natura e Ambev, o equilíbrio fiscal e o bem-estar social devem caminhar juntos, sendo indispensável conter despesas desnecessárias, reformar o setor público e revisar incentivos tributários e isenções fiscais que geram perdas bilionárias aos cofres públicos.

Ao comentar o cenário político e as alternativas econômicas, Barbosa ressaltou que o país precisa focar na melhoria da educação, no saneamento básico e na segurança jurídica para garantir a expansão da renda da população. Embora reconheça que a recente reforma tributária representou um passo inicial importante na simplificação de impostos, ele reforça que a carga tributária brasileira permanece excessivamente pesada e que o modelo atual condena o Brasil a um crescimento medíocre.

Origem da informação: BBC News Brasil — veja a fonte original.