O mercado de trabalho formal no Brasil apresentou um desempenho inferior ao esperado pelos agentes financeiros em setembro de 2026. Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o país criou 121.305 postos de trabalho com carteira assinada no período. O saldo é fruto de 2.214.437 admissões frente a 2.093.132 desligamentos.

A criação de vagas no nono mês de 2026 registrou uma retração expressiva de 43,5% quando comparada ao mesmo mês de 2025, ocasião em que foram abertas 214.609 posições. As projeções iniciais do mercado indicavam que o saldo positivo giraria em torno de 156 mil postos, frustrando as estimativas consolidadas pelo setor.

Em relação à composição das vagas, o levantamento aponta que 78,1% dos empregos criados em setembro foram classificados como típicos, enquanto 21,9% correspondem a postos não típicos. O salário médio real de contratação sofreu um leve recuo, passando de R$ 2.430,51 em agosto para R$ 2.429,41 em setembro, uma variação negativa de 0,05%.

O desempenho setorial foi majoritariamente positivo, com quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas apresentando saldos favoráveis:

  • Serviços: +81.241 postos
  • Indústria: +19.285 postos
  • Comércio: +15.697 postos
  • Construção: +9.468 postos

O setor da agropecuária, por outro lado, foi o único a registrar saldo negativo, com a eliminação de 4.381 vagas formais. Com os resultados de setembro, o estoque total de empregos formais no país atingiu a marca de 48,4 milhões, mantendo uma trajetória de crescimento em relação aos 48,2 milhões registrados em agosto e aos 47,6 milhões de setembro de 2025.

No acumulado do ano de 2026, o saldo de novos postos de trabalho totaliza 1.248.914. Analisando o período de 12 meses, encerrado em setembro de 2026, o emprego formal no Brasil teve um incremento de 1,65%, o que representa a criação líquida de 787.073 novas posições no mercado laboral.

Origem da informação: Poder360 — veja a fonte original.