A Binance iniciou a retomada gradual dos saques de clientes neste domingo, após o maior roubo cibernético já registrado no setor de criptomoedas, quando hackers tentaram retirar mais de US$ 6 bilhões. A maior plataforma de ativos digitais do mundo suspendeu as operações por mais de dois dias e implementou verificações de estabilidade e segurança antes de liberar o acesso aos ativos.

A primeira fase da reabertura contemplou 15 tokens, incluindo Ether e as stablecoins USDT e USDC. Posteriormente, os saques foram ampliados para 12 redes de blockchain, como Ethereum, BNB Smart Chain, XRP e Base. A retomada serve como um teste para a promessa da exchange de ressarcir integralmente os clientes afetados pelo ataque, cujo volume superou em quatro vezes o recorde anterior de invasão, registrado pela Bybit em 2025.

O FBI e diversas empresas de inteligência em blockchain, como TRM Labs, Chainalysis e Elliptic, atribuíram a autoria do ataque ao TraderTraitor, uma unidade de elite de hackers associada à Coreia do Norte. O incidente gerou debates sobre a eficiência dos criminosos, possivelmente impulsionada pelo uso de ferramentas de inteligência artificial em reconhecimento e engenharia social.

Para cobrir as perdas, a Binance afirmou que já substituiu cerca de 90% das criptomoedas roubadas utilizando seu tesouro corporativo, fundos de emergência e recursos de seguro. Os co-CEOs Richard Teng e Yi He declararam que a receita da empresa neste ano cobrirá integralmente o valor perdido, assegurando que o impacto financeiro não será repassado aos usuários. O custo final exato, contudo, permanece incerto, embora cerca de US$ 3 bilhões em ativos tenham sido congelados até sexta-feira.

O impacto imediato sobre o mercado de criptomoedas foi considerado limitado, com variações inferiores a 1% nas principais moedas no domingo e o Bitcoin negociado em torno de US$ 78 mil. Especialistas apontaram a rápida resposta da exchange como um sinal de amadurecimento do setor. A Binance informou que atualizará seus endereços de Prova de Reservas e continuará colaborando com autoridades globais para rastrear os responsáveis e fortalecer sua segurança institucional.

Origem da informação: InfoMoney — veja a fonte original.