A corretora brasileira de criptoativos Mercado Bitcoin comunicou ter sofrido um incidente de segurança em um de seus sistemas durante a madrugada de uma segunda-feira. Por meio de nota oficial publicada em sua conta na rede social X, a empresa informou que a ocorrência foi identificada e contida com rapidez pelas equipes internas.

Como forma de prevenção, a plataforma optou por paralisar temporariamente as operações de saques e depósitos. A corretora reforçou em seus comunicados que os clientes não sofreram nenhum tipo de prejuízo financeiro e que também não houve vazamento de informações confidenciais.

Enquanto as equipes técnicas seguem mobilizadas na investigação do caso e trabalham para restabelecer os serviços com segurança, a empresa prometeu manter a base de usuários atualizada por meio de seus canais oficiais. Como parte da transparência e para auxiliar no monitoramento dos ativos na rede blockchain, a instituição divulgou os endereços de destino identificados durante a movimentação suspeita.

O episódio na corretora brasileira ocorre em um contexto de maior preocupação com a segurança digital no setor financeiro e de criptomoedas. Especialistas apontam que o uso de ferramentas de inteligência artificial por hackers, a exemplo de grupos norte-coreanos, tem tornado as ações criminosas mais eficientes, sobretudo em etapas de reconhecimento e engenharia social.

A ocorrência no Mercado Bitcoin também se sucede poucos dias após a Binance, considerada a maior plataforma de ativos digitais do mundo, registrar o maior ataque hacker da história do setor. Na ocasião, invasores conseguiram drenar mais de US$ 6 bilhões de carteiras distribuídas em ao menos quatro blockchains distintas.

Outras empresas e plataformas ao redor do globo também enfrentaram invasões cibernéticas recentemente. A lista de alvos recentes abrange o mercado de previsão Polymarket, companhias financeiras localizadas na Coreia do Sul, como Mirae Asset Global Investments e Daishin Securities, além da empresa japonesa GMO Internet Group Inc.

Origem da informação: InfoMoney — veja a fonte original.