A corretora de criptomoedas Binance informou nesta sexta-feira (30) que os investimentos de seus clientes brasileiros permanecem seguros após um ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 34 bilhões. Em comunicado oficial emitido pela entidade que atende os usuários no Brasil, a empresa destacou que os ativos são mantidos em cold wallets, conhecidas como carteiras frias, e que cumpre as regras do Banco Central brasileiro sobre a separação dos recursos dos usuários daqueles pertencentes à própria companhia.
As chamadas carteiras frias consistem em um sistema de armazenamento de criptomoedas que mantém as chaves necessárias para a movimentação dos ativos desconectadas da internet. Essa tecnologia dificulta a ação de criminosos virtuais e diminui o risco de invasões, embora especialistas apontem que a medida não elimina por completo a possibilidade de perdas. Apesar da garantia de segurança sobre os montantes, a Binance suspendeu temporariamente os saques de criptomoedas como procedimento preventivo para uma análise aprofundada dos sistemas, com previsão de restabelecimento do serviço em até 45 horas. Os depósitos e os demais serviços continuaram operando normalmente.
O incidente gerou repercussão imediata nos mercados globais, provocando quedas expressivas no setor de criptomoedas e afetando ações nos Estados Unidos, com recuos expressivos em papéis de empresas ligadas ao segmento e em fundos negociados na B3. Especialistas do mercado financeiro e de tecnologia apontam que, no momento, o principal transtorno para os usuários da corretora é a restrição temporária de acesso aos recursos, e não o extravio definitivo dos valores. A plataforma prometeu cobrir os prejuízos utilizando seu fundo de emergência, capital próprio e montantes que já foram bloqueados, embora analistas destaquem que a capacidade integral de cobertura ainda não foi comprovada de forma independente.
O ataque cibernético ocorreu na quinta-feira (29) e é apontado como o maior roubo da história do setor de criptomoedas. Empresas especializadas em rastreamento indicam indícios de envolvimento de hackers associados à Coreia do Norte, enquanto a Binance conduz investigações em cooperação com autoridades policiais de diferentes nações, incluindo o FBI e o Serviço Secreto dos Estados Unidos. Até o momento, cerca de US$ 3 bilhões em ativos desviados foram localizados e parcialmente congelados com o apoio de outras companhias do ecossistema digital, ao passo que as apurações continuam para esclarecer as falhas de segurança exploradas durante a invasão.
Origem da informação: G1 — veja a fonte original.



