A menos de duas semanas das eleições de 2026, a corrida pelos votos tem provocado alterações visuais nas cidades mineiras, acompanhadas por reclamações sobre a poluição gerada pelas campanhas. De acordo com informações divulgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, já foram formalizadas 3.737 denúncias relacionadas a propagandas eleitorais irregulares, abrangendo 332 municípios do estado.

O volume expressivo de materiais de campanha dispostos nas vias públicas tem provocado inconvenientes para a população. A copeira Maria Cilene da Cruz relatou ter sido atingida por uma bandeira enquanto caminhava devido à força do vento. Na mesma linha, o videomaker Rubens Lima pontuou que, embora compreenda a busca dos políticos por visibilidade, a estratégia resulta na sujeira dos espaços públicos urbanos. O levantamento do TRE-MG aponta que os postulantes ao cargo de deputado estadual concentram a maior parte das queixas registradas.

Em termos geográficos, a capital mineira lidera a listagem com 664 ocorrências. Na sequência aparecem os municípios de Uberlândia, com 197 registros, e Governador Valadares, que contabilizou 190 queixas relativas ao período de campanha.

Diante do cenário na reta final do pleito, a fiscalização foi intensificada para permitir a participação direta dos cidadãos no combate a práticas vedadas pela lei. Por meio do aplicativo Pardal, fornecido sem custos pela Justiça Eleitoral para smartphones, qualquer pessoa pode relatar suspeitas de infrações cometidas por candidatos, partidos políticos, propagandas e pesquisas eleitorais. Como inovação para o pleito de 2026, a ferramenta passou a englobar também o envio de denúncias sobre irregularidades veiculadas na internet.

O presidente do TRE-MG, desembargador Carlos Henrique Perpétuo, esclareceu que, quando a infração é constatada de forma visual e direta, o conteúdo irregular é imediatamente banido e retirado dos espaços públicos ou digitais. Em seguida, assegura-se ao suposto infrator a oportunidade de ampla defesa e apresentação de provas. Contudo, caso a irregularidade seja confirmada, as penalidades previstas incluem a aplicação de multas e, conforme a gravidade da conduta e a caracterização de abuso, a eventual cassação do candidato responsável.

Origem da informação: G1 — veja a fonte original.