A aviação comercial na Europa enfrentou um cenário de tensão nesta quinta-feira (5.nov.2026), após o registro de ameaças de bomba em ao menos 12 voos distintos. O incidente obrigou companhias aéreas e autoridades aeronáuticas a adotarem protocolos emergenciais rigorosos, incluindo o desvio de aeronaves e a mobilização de forças militares para escolta aérea.

Intervenção militar e desvios de rota

Dentre as ocorrências, destaca-se o caso de um Airbus A320 da companhia irlandesa Aer Lingus, que cumpria o trajeto entre Dublin e Roma. A aeronave foi forçada a desviar sua rota original e seguir para a França, onde foi escoltada por caças militares do modelo Rafale da Força Aérea francesa. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, confirmou que o pouso ocorreu sem intercorrências em Évreux, na Normandia.

Segundo o chefe do Executivo francês, o Airbus transportava 151 passageiros e seis membros da tripulação. Todos foram retirados em segurança e encaminhados para protocolos de proteção. No local, equipes especializadas em desativação de explosivos foram mobilizadas para realizar a varredura completa da aeronave. Até o momento, nenhum artefato explosivo foi encontrado pelas autoridades competentes.

Contexto e recorrência das ameaças

As ameaças desta quinta-feira ampliam uma série de incidentes que vêm ocorrendo na região. De acordo com informações do site Euronews, os alertas somam-se a uma onda similar registrada na última terça-feira (3.nov), quando sete voos, predominantemente de companhias aéreas de baixo custo, foram alvos de ameaças. O cenário de alerta também impactou a infraestrutura terrestre, como no aeroporto de Varsóvia, na Polônia, que chegou a ser fechado temporariamente devido a preocupações com a segurança.

A Força Aérea francesa esclareceu que o acionamento imediato dos caças ocorreu assim que a ameaça foi formalmente comunicada, evidenciando a postura de prontidão das autoridades frente à escalada de avisos de bomba. Investigações sobre a origem das ameaças continuam em curso, enquanto o setor aéreo europeu mantém vigilância sobre novos possíveis alertas.

Origem da informação: Poder360 — veja a fonte original.