O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou ter realizado uma viagem em janeiro de 2025 utilizando uma aeronave administrada por uma empresa do banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. De acordo com os registros, o parlamentar deixou os Estados Unidos acompanhado de sua família e do advogado Willer Tomaz, com destino ao Brasil.

O trajeto ocorreu no dia 19 de janeiro de 2025, quando o grupo partiu de Fort Lauderdale, na região de Miami, na Flórida, e pousou em Brasília. O político havia ingressado no território norte-americano em dezembro de 2024 para as festividades de fim de ano. Entre os acompanhantes estava Willer Tomaz, advogado que posteriormente entrou no radar da Polícia Federal em apurações sobre fraudes e descontos indevidos em aposentadorias do INSS.

A aeronave utilizada no voo de retorno é um modelo Legacy 650, fabricado em 2012. Na época do deslocamento, o jato era gerido pela Prime Aviation, empresa vinculada a Daniel Vorcaro por meio de um contrato de cessão de longo prazo. Meses mais tarde, em agosto de 2025, a mesma aeronave foi utilizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e por sua esposa, a advogada Viviane Barci.

Investigações da Polícia Federal apontam que a aeronave esteve envolvida em negociações com o escritório de advocacia Barci de Moraes em maio de 2025, em um acordo de prestação de serviços jurídicos. A transação envolveu empresas ligadas ao conglomerado utilizado por Daniel Vorcaro para a gestão e diluição de ativos financeiros.

Em nota oficial, o advogado Willer Tomaz declarou possuir uma cota da aeronave, mas negou qualquer ligação com Daniel Vorcaro. Segundo a manifestação, o representante legal afirmou que nunca esteve com o banqueiro ou celebrou negócios com ele, acrescentando que a venda da cota de terceiros ocorreu sem o seu consentimento, gerando um litígio judicial iniciado em abril de 2026.

Origem da informação: G1 — veja a fonte original.