Nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms, o cenário político do estado do Texas registra uma disputa acirrada que chama a atenção nacional. O candidato democrata James Talarico, de 37 anos, lidera as principais pesquisas de intenção de voto na corrida por uma vaga no Senado. A disputa pode quebrar mais de três décadas de hegemonia republicana em um dos redutos mais tradicionais da legenda associada ao presidente Donald Trump.
Deputado estadual desde 2018 e vencedor de quatro mandatos, Talarico construiu sua trajetória acadêmica com formação em ciência política, mestrado em políticas educacionais por Harvard e estudos teológicos, tendo atuado como professor do ensino fundamental e seminarista presbiteriano. Nascido nos arredores de Austin, ele tem utilizado sua formação religiosa e sua identidade evangélica como pilares de campanha, posicionando-se de forma contrária ao nacionalismo cristão adotado pelo governo federal atual.
Em sua plataforma, o candidato democrata defende a diversidade religiosa, os direitos da população LGBTQIA+, incluindo pessoas transgênero, e utiliza sua fé para fundamentar políticas sociais. Além disso, Talarico posiciona-se como um forte crítico da política anti-imigrantes implementada por Trump, buscando dialogar tanto com a base eleitoral de seu partido quanto com parcelas do eleitorado cristão no estado.
Para tentar reverter o avanço democrata, o Partido Republicano aposta no procurador-geral Ken Paxton. Apesar de envolvido em escândolos de corrupção, Paxton garantiu o respaldo de Donald Trump nas primárias republicanas e contou com doações expressivas de campanha vindas de Elon Musk. As projeções gerais para o pleito indicam que a oposição democrata pode retomar o controle da Câmara dos Deputados e conquistar maioria no Senado, atualmente dominado pelo partido do presidente.
Uma eventual vitória de James Talarico no Texas tem o potencial de reconfigurar o mapa político nacional americano. Enquanto Talarico declarou em comício recente que vai chocar o mundo ao recuperar o estado, seu adversário republicano alertou aos apoiadores sobre a gravidade da disputa, afirmando que perder o Texas significaria perder o país.
Origem da informação: G1 — veja a fonte original.



