O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, utilizou seu pronunciamento na Assembleia Geral das Nações Unidas para defender as recentes ações militares de seu país, classificando os ataques contra as instalações nucleares do Irã como uma questão de sobrevivência nacional. Segundo o dirigente, a decisão de agir militarmente foi uma das mais fáceis de sua gestão por representar a única alternativa para evitar a aniquilação.

Durante a sessão, diversas delegações abandonaram o plenário no momento em que o premiê subiu à tribuna. O discurso ocorreu horas após a intervenção em vídeo do líder palestino Mahmoud Abbas, que discursou remotamente após ter sua entrada negada nos Estados Unidos. O evento ocorre em um cenário de quase três anos de conflito deflagrado após os ataques de 7 de outubro, que resultaram na morte de mais de 1.200 israelenses e no sequestro de reféns, além de operações militares na Faixa de Gaza que acumulam mais de 73.000 mortes palestinas, conforme dados informados por autoridades locais de saúde.

Netanyahu rejeitou veementemente as acusações de genocídio nas operações em Gaza, afirmando que a atuação do governo busca derrotar o Hamas e proteger civis. O premiê argumentou que medidas como avisos de evacuação, distribuição de ajuda humanitária e campanhas de vacinação demonstram que as forças israelenses agiram para prevenir atrocidades e não para cometê-las.

No que tange à situação na Cisjordânia, o primeiro-ministro minimizou os episódios de violência atribuídos a colonos, classificando tais atos como ações isoladas praticadas por poucos jovens delinquentes. Ele também detalhou que o país tem enfrentado o conflito em sete frentes distintas simultaneamente, englobando grupos armados e estados da região, e apontou a existência de uma oitava frente voltada à disseminação de narrativas antissionistas e antissemitas na mídia internacional e em redes sociais.

Por fim, o chefe de governo israelense criticou governos ocidentais pela aplicação de duplo padrão nas políticas direcionadas a Israel e mencionou o prefeito de Nova York, alegando que a comunidade judaica local enfrenta um cenário de insegurança na cidade.

Origem da informação: UN News — English — veja a fonte original.

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