Uma polêmica recente envolvendo o candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL), e o eleitorado católico ganhou repercussão nas redes sociais após a circulação de um boato. A narrativa falsa sugeria que o parlamentar apoiaria um suposto projeto para retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida caso fosse eleito.
A controvérsia teve início a partir de um comentário exibido no programa "Em Pauta", da GloboNews. Na ocasião, participantes discutiram a suposta existência de uma reação da Igreja Católica a um grupo de evangélicos que estaria mobilizando um projeto de lei sobre o tema, avaliando que o cenário poderia favorecer a candidatura do presidente Lula na comunidade católica. Na madrugada de sexta-feira, a emissora pediu desculpas ao candidato e corrigiu a declaração transmitida.
Trechos do comentário original, focados no suposto favorecimento ao atual presidente, foram descontextualizados e compartilhados na internet para associar Flávio Bolsonaro a uma proposta inexistente de remoção do título da santa. Em resposta, o senador utilizou suas redes sociais para alertar os eleitores, afirmando que adversários políticos estariam propagando informações falsas até o período eleitoral e acusando o petista de tentar interferir nas regras da Igreja Católica.
Apesar da ausência de ligação de Flávio Bolsonaro com a medida sobre a padroeira, uma fala anterior do próprio senador abriu margem para conexões feitas por eleitores. No mês passado, ao justificar sua ausência em um debate da Band devido à recusa de Lula em participar — afirmando querer debater com quem não acredita em Deus —, o parlamentar declarou que um de seus primeiros atos, se eleito, seria decretar que o Brasil pertence ao Senhor Jesus Cristo.
Dados históricos mostram que a discussão legislativa sobre o assunto é antiga e está encerrada. O último projeto de lei com proposta similar foi apresentado em 2007 pelo então deputado federal Professor Victório Galli, visando alterar o título para "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos". O texto foi formalmente arquivado pela Câmara dos Deputados em 22 de agosto de 2008, não existindo propostas ativas recentes sobre o tema.
Origem da informação: InfoMoney — veja a fonte original.




