O partido Podemos anunciou oficialmente nesta quinta-feira, dia 8, a decisão de apoiar o candidato Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. O anúncio ocorreu após uma reunião realizada por integrantes da sigla na capital federal, Brasília.
A decisão foi comunicada pela presidente nacional da legenda, a deputada Renata Abreu, representante do estado de São Paulo. Segundo a parlamentar, o posicionamento do partido foi definido após uma análise detalhada dos resultados obtidos por cada candidato durante o pleito de primeiro turno.
No cenário eleitoral, Flávio Bolsonaro chega a esta nova etapa após ter conquistado 56 milhões de votos, o que representou 47,03% dos votos válidos. Do outro lado da disputa, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, registrou 53,8 milhões de votos, totalizando 45,15% da preferência do eleitorado.
Com este movimento, o Podemos se junta a uma coalizão de outras legendas que já haviam declarado apoio ao candidato do PL. Entre as siglas que compõem esse grupo de suporte estão o Republicanos, o Partido Novo, o Progressistas e o União Brasil. O peso dessa articulação política é significativo para a composição da próxima legislatura, dado que, juntos, esses partidos elegeram 138 deputados federais.
Dentre as forças políticas que se aliaram a Flávio Bolsonaro, destaca-se a Federação União Progressista, formada pela união entre o União Brasil e o Progressistas, que contará com uma bancada de 87 parlamentares. Somam-se a esse grupo o Republicanos, com 41 deputados, e o Partido Novo, com 10 representantes eleitos.
Enquanto a campanha avança, o debate eleitoral segue aquecido. O candidato Flávio Bolsonaro tem abordado pautas como a extinção do instituto da reeleição e a extensão do próprio mandato, enquanto o presidente Lula criticou, em declarações públicas, a postura do adversário em relação a compromissos sobre a escala de trabalho 6x1. Até o momento, o plano de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral não menciona a escala ou a PEC 12/2026 de forma nominal.
Origem da informação: G1 — veja a fonte original.


