A cada quatro anos, os Estados Unidos renovam um terço das cadeiras do Senado e toda a Câmara de Representantes, eleição chamada lá de “midterms”, por se localizar exatamente na metade do mandato do presidente. A edição de 2026 dessa disputa parece seguir uma regra não escrita de que o partido do presidente normalmente perde cadeiras e, na maioria das vezes, o próprio controle do Congresso.Segundo análises publicadas em sites americanos, em apenas três eleições desse tipo desde a Guerra Civil, o partido do presidente não perdeu cadeiras.

Isso aconteceu em 1934 (quanto a sociedade vivia o otimismo do New Deal de Franklin D. Roosevelt), em 2002 (com a onda patriotismo sob a gestão de George W. Bush após os ataques terroristas de setembro de 2021) e em 1998 (período no qual houve uma leitura de exageros na Câmara pelo impeachment de Bill Clinton).Na três ocasiões, os presidentes estavam com forte popularidade. Não havia medições nesse sentido no governo Roosevelt, mas Clinton estavam com aprovação de 66% e Bush era bem-visto por 63% da população.Nos últimos 90 anos, o partido do presidente em exercício perdeu em média 27 cadeiras na Câmara dos Representantes e três cadeiras no Senado em eleições de meio de mandato, segundo uma análise recente da Universidade de Santa Barbara.

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