O partido Novo declarou oficialmente nesta quarta-feira (7) o seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da eleição presidencial, disputada contra o candidato do PT, Lula. A formalização da aliança ocorreu após um encontro entre membros da cúpula da legenda e o próprio senador em um comitê de campanha localizado em Brasília.

De acordo com o presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, a prioridade central da legenda no atual momento político é derrotar o Partido dos Trabalhadores. Ribeiro também mencionou o intuito de enfrentar o Supremo Tribunal Federal, afirmando que a agremiação busca combater o que classificou como abusos de poder por parte da Corte, embora a direção partidária não tenha detalhado episódios específicos que fundamentassem a declaração.

O dirigente destacou ainda que o partido já obteve uma conquista anterior ao colaborar para eleger uma maioria no Senado, citando o objetivo de promover mudanças na presidência daquela casa legislativa, hoje ocupada por Davi Alcolumbre. A decisão marca a saída do Novo da neutralidade que havia sido mantida durante o primeiro turno do pleito eleitoral.

A reunião que selou o acordo contou com a presença de lideranças parlamentares da legenda, incluindo os deputados Deltan Dallagnol e Marcel Van Hattem, ao lado da direção partidária. Cabe lembrar que Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e candidato do partido ao Planalto no primeiro turno, quando obteve 326.488 votos, já havia anunciado seu respaldo a Flávio Bolsonaro na segunda-feira anterior.

Durante o encontro, o candidato do PL agradeceu a manifestação de apoio e avaliou que o movimento demonstra uma convergência em prol de uma transformação governamental. Segundo o postulante, o pleito atual transcende a tradicional polarização entre esquerda e direita, configurando-se como uma disputa entre aqueles que defendem alterações na administração federal e os que desejam a manutenção do cenário atual.

Em contrapartida, nas peças de sua própria campanha, o candidato petista Lula tem procurado contra-argumentar, qualificando o adversário do PL como representante do próprio sistema vigente. Outras legendas, como o Republicanos, também caminham no sentido de abandonar a neutralidade inicial, enquanto a campanha petista busca preservar alianças com parlamentares integrados a essas mesmas siglas.

Origem da informação: InfoMoney — veja a fonte original.