A sul-africana de origem indiana Navanethem Pillay, de 85 anos, foi anunciada nesta sexta-feira (9.out.2026) como a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026. A escolha foi divulgada pelo Comitê Nobel Norueguês, que destacou a atuação da jurista em prol da lei internacional e da promoção da paz.
Com a premiação, Pillay receberá a quantia de 12 milhões de coroas suecas, valor equivalente a cerca de R$ 6,2 milhões. De acordo com a organização, o montante desta edição sofreu um acréscimo de 1 milhão de coroas suecas por categoria, integrando as comemorações relativas aos 125 anos de história do Prêmio Nobel.
No ano anterior, em 2025, a honraria máxima da paz foi concedida à venezuelana María Corina Machado, opositora ao então governo liderado por Nicolás Maduro. A edição passada ficou marcada por forte repercussão política devido à pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser contemplado com a láurea. Posteriormente, María Corina entregou o prêmio ao líder norte-americano, embora o Instituto Nobel tenha resgatado a diretriz de que a honraria é intransferível.
A atual configuração política da Venezuela inclui Delcy Rodríguez no comando do país, após ter atuado como vice de Nicolás Maduro. Durante pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, Rodríguez manifestou agradecimento a Donald Trump em virtude da retomada dos laços diplomáticos e comerciais entre Washington e Caracas.
A temporada de anúncios dos Prêmios Nobel de 2026 também abrangeu outras áreas do conhecimento científico e cultural. A categoria de Medicina distinguiu pesquisas voltadas a canais iônicos ativados por luz, enquanto o Nobel de Física contemplou investigações sobre partículas do Universo localizadas no gelo. Na Química, o destaque foi para descobertas relacionadas à autocatálise em síntese orgânica, e o Nobel de Literatura foi concedido à escritora canadense Anne Carson. O encerramento do ciclo de divulgações de 2026 ocorre com a premiação de Economia, marcada para a próxima segunda-feira (12.out).
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