O Ministério Público do Trabalho (MPT) contabilizou 3.290 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho durante o ano de 2026, com dados atualizados até a noite de uma quarta-feira de outubro. O volume representa cerca de 76% do total de relatos recebidos pela instituição ao longo de todo o ano.
Somente no mês de outubro, o órgão registrou aproximadamente 2.500 denúncias, o que representa um aumento de cerca de 353% em comparação com o mês anterior, quando foram contabilizados 552 relatos. Entre o primeiro e o segundo turnos das eleições, o MPT recebeu 946 queixas, mantendo patamares próximos aos observados durante o pleito de 2022.
Em termos geográficos, o estado de São Paulo lidera o ranking de registros com 608 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 338, e pelo Rio de Janeiro, com 243. O assédio eleitoral ocorre quando empregadores tentam influenciar o voto de funcionários por meio de ameaças como perda de emprego, redução salarial, rebaixamento de cargo ou pela promoção de atividades políticas e distribuição de materiais de campanha no ambiente profissional.
Pesquisas do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) apontam que a pressão política também extrapola o ambiente físico das empresas, ocorrendo por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens como o WhatsApp. Para combater essas práticas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) editou normas para proibir a propaganda e o assédio eleitoral em locais de trabalho públicos e privados.
Os trabalhadores que enfrentam esse tipo de coação podem recorrer a diferentes canais de denúncia, incluindo o site do MPT, o aplicativo Pardal MPT, o Ministério Público Eleitoral, sindicatos e a plataforma Fala.br. As denúncias podem ser feitas de forma anônima ou com solicitação de sigilo de dados, e a coleta de provas pode incluir mensagens, áudios, vídeos e testemunhos.
Origem da informação: G1 — veja a fonte original.




