Após um período de resistência às demandas do mercado financeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou um movimento concreto em direção ao ajuste fiscal. O mandatário comprometeu-se publicamente com a manutenção de uma economia equilibrada, enfatizando a necessidade de responsabilidade fiscal e jurídica como pilares para o aumento do fluxo de investimentos no país. O governo busca, com esse posicionamento, transmitir segurança aos agentes econômicos.
Em recente reunião no Palácio da Alvorada com ministros e especialistas vinculados ao Partido dos Trabalhadores, o governo alinhou internamente sua estratégia. O encontro, descrito como produtivo, serviu para consolidar o apoio à agenda defendida pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que propõe o cumprimento estrito do centro das metas fiscais, sem a concessão de exceções como o pagamento de precatórios.
Durante as discussões, foi abordada a possibilidade de implementação de um plano para tabelar taxas de juros e metas fiscais, proposta pelo economista André Lara Resende. Contudo, a ideia foi prontamente descartada pelo governo. A avaliação interna é de que tal medida representaria um risco elevado, especialmente diante de um cenário econômico desafiador que inclui previsões de crescimento reduzido, pressões inflacionárias causadas por fatores climáticos como o El Niño e impactos decorrentes da implementação da escala de trabalho 5x2.
A definição final das medidas de ajuste ficará a cargo dos ministros Dario Durigan e Bruno Moretti, do Planejamento. Eles trabalharão na consolidação das propostas durante a ausência do presidente, que embarca na próxima segunda-feira para compromissos internacionais na Turquia e nas Filipinas. O retorno de Lula está previsto para a semana seguinte, momento em que as estratégias devem ser submetidas à sua análise.
O governo reforçou que o objetivo do ajuste é garantir o cumprimento da meta fiscal sem descontinuar os programas sociais existentes. A expectativa é que o pronunciamento do presidente em cadeia nacional de rádio e TV, agendado para o próximo domingo, reitere a intenção de pacificar o país e conduzir uma política econômica voltada para a organização das contas públicas, mantendo o foco na redução da pobreza e no estímulo ao investimento privado.
Origem da informação: G1 — veja a fonte original.




