O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou na noite deste domingo que a disputa pela Presidência da República será decidida em segundo turno entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A confirmação da nova etapa do pleito ocorreu às 20h56, com 96,78% das seções eleitorais apuradas.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro obteve 47,39% dos votos válidos, enquanto Lula registrou 44,74%. Os dois candidatos superaram outros concorrentes que participaram da disputa, incluindo Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Edmilson Dias, Hertz Dias, Samara Martins, Wilson Grassi, Clariana Barão e Rui Costa Pimenta.

Após o resultado, o presidente Lula discursou e admitiu que esperava definir a eleição ainda na primeira etapa. "O resultado muitas vezes é inesperado, a gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria. Confesso que estava convencido de que ia ganhar as eleições em primeiro turno", declarou o petista, que classificou o segundo turno como a "prova dos nove" e afirmou que pretende derrotar seu adversário no dia 25 de outubro.

Para a nova fase da campanha, o atual presidente destacou que buscará atrair o apoio de mais de 33,3 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno, montante que equivale a 21,07% de todo o eleitorado nacional. O objetivo, segundo o candidato, é convencer essa parcela da população de que seu projeto para o país é superior ao de seu concorrente.

Caso seja vitorioso no pleito de outubro, Lula assumirá o seu quarto mandato aos 81 anos de idade, tornando-se o primeiro brasileiro a ocupar a chefia do Executivo nacional quatro vezes. Por outro lado, se Flávio Bolsonaro vencer a disputa, ele tomará posse no dia 5 de janeiro de 2027, aos 45 anos, sucedendo a cadeira que foi ocupada por seu pai, Jair Bolsonaro, entre os anos de 2019 e 2022.

Origem da informação: G1 — veja a fonte original.