O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou neste domingo (8.nov.2026) que a atuação de seu governo representa uma "guerra pela educação". A declaração foi feita durante uma visita à sala de monitoramento do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), localizada em Brasília, onde técnicos acompanham a logística de aplicação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Durante a visita, o chefe do Executivo esteve acompanhado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, e pelo presidente do Inep, Manuel Palacios. Na ocasião, o petista fez um agradecimento direto aos profissionais que atuam na realização do exame em todo o país, citando a participação de mais de 600 mil pessoas envolvidas no processo.
Comparando a mobilização a conflitos armados, Lula pontuou que, enquanto guerras tradicionais enviam jovens para o risco de morte, a iniciativa atual constitui um combate contra o retrocesso. Conforme o presidente, o esforço envolve "600.000 soldados ajudando os estudantes para que a gente garanta a lisura" da avaliação.
O presidente também ressaltou a relevância de assegurar a obtenção de um diploma universitário, argumentando que a formação acadêmica influencia diretamente o tratamento recebido no mercado de trabalho. Afirmando ter vivido essa realidade na pele, o mandatário reforçou aos estudantes que o esforço educacional é válido.
A edição de 2026 do Enem registra mais de 5 milhões de candidatos inscritos, o que representa um crescimento de 5% em comparação ao ano anterior e o maior patamar desde 2021. Neste domingo, os participantes realizam as provas de redação, linguagens, códigos e suas tecnologias, além de ciências humanas e suas tecnologias.
O exame ocorre em duas etapas, com a segunda fase programada para o próximo domingo, 15 de novembro. O certame deste ano conta com uma novidade ao passar a integrar o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), com a inscrição automática de todos os estudantes da rede pública para auxiliar na avaliação do ensino médio no país.
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