Investigadores trabalharam para determinar por que um copiloto esfaqueou o comandante de um voo com destino a Israel, fazendo com que a aeronave entrasse em trajetória de queda antes de um grupo de passageiros conseguir realizar um pouso de emergência na Arábia Saudita. O voo da companhia aérea Flydubai transportava 174 pessoas, a maioria israelenses, saindo dos Emirados Árabes Unidos em direção a Tel Aviv.

Passageiros relataram que o capitão indiano, ensanguentado, conseguiu abrir a porta da cabine para que eles entrassem, confrontassem o copiloto e estabilizassem a descida acentuada. Segundo a companhia aérea, a aeronave pousou em Tabuk, na Arábia Saudita, pilotada por outro membro da tripulação que viajava na cabine, com os passageiros em segurança. Um passageiro declarou à imprensa que o avião foi aterrissado por dois pilotos britânicos que viajavam como passageiros. Ambos os pilotos foram levados ao hospital e o agressor foi preso.

Uma fonte próxima à investigação confirmou que as autoridades sauditas trabalham com outros países, incluindo Israel, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Omã, país de origem do copiloto, para apurar a motivação do crime. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o agressor passou por uma doutrinação islâmica, embora tenha ponderado que ainda era cedo para apontar um envolvimento iraniano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou que o copiloto talvez fosse um terrorista ou um maluco.

Autoridades de inteligência e segurança de Israel atuaram na Arábia Saudita para auxiliar nas apurações e no interrogatório, apesar de os dois países não manterem relações diplomáticas formais. O governo dos Emirados Árabes Unidos informou que sua equipe iniciou investigações sobre uma possível motivação terrorista, destacando que as autoridades locais detêm jurisdição por se tratar de uma aeronave registrada no país. O Ministério do Exterior de Israel detalhou que a maioria dos ocupantes era de cidadania israelense, além de indianos, emiradenses e quatro cidadãos americanos. A Flydubai decidiu suspender suas rotas para Israel após o incidente.

Origem da informação: DW Brasil — veja a fonte original.